Operação Capa Dura: Conclusão de Investigações Revela Irregularidades na Educação em Porto Alegre
Porto Alegre, 19 de fevereiro de 2026
Autor: Alex Almeida
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul anunciou a conclusão da Operação Capa Dura, que investigou um suposto esquema de corrupção e fraude dentro da Secretaria Municipal de Educação (Smed) de Porto Alegre. As investigações revelaram a possibilidade de compras direcionadas e desvio de recursos públicos destinados à educação.
Os achados, que foram revelados pelo Grupo de Pesquisa RBS (GDI), identificaram uma quantidade significativa de materiais didáticos, como livros e cromolivros, armazenados indevidamente em galpões municipais. Além disso, foram encontrados mais de mil aparatos tecnológicos e kits pedagógicos que não estavam sendo utilizados.
Durante a operação, mais de 50 indivíduos foram investigados, resultando em 48 acusações, das quais 34 pessoas foram formalmente acusadas. Dentre os indiciados, destaca-se a ex-secretária de Educação, Sônia da Rosa, tendo sido alvo de seis das sete investigações abertas em decorrência das investigações.
O que muda na prática?
- Intensificação das investigações sobre irregularidades na administração pública.
- Possíveis repercussões legais para os envolvidos, incluindo indiciados e funcionários públicos.
- Maior supervisão na contratação e aquisição na área da educação.
- Evolução do sistema judiciário com a análise das denúncias pelo Ministério Público.
Entenda o contexto
As investigações foram conduzidas pelo Departamento de Estado para a Repressão de Crimes contra a Administração Pública e se concentraram nas contratações realizadas pela Smed em 2022. Os métodos utilizados incluíram análise documental, investigações financeiras, dados telemáticos, investigações de campo e audiências de testemunhas.
As investigações levantaram suspeitas de práticas de corrupção, como fraude em licitações e contratações irregulares, bem como a possível formação de uma organização criminosa. As ações da operação incluíram busca e apreensão, prisões preventivas e bloqueios de propriedades.
Próximos passos
Com a conclusão das investigações, o caso passará a ser encaminhado ao Poder Judiciário, que poderá encaminhá-lo ao Ministério Público. O Ministério Público terá a prerrogativa de decidir se apresenta queixa, solicita o encerramento do processo ou solicita a ampliação das investigações.
Para mais informações, visite a fonte original: G1.